Jeff Ament trabalhava oito horas por dia e pagava empréstimo estudantil enquanto os colegas de banda moravam com os pais

· Fonte: Cápsula

Jeff Ament trabalhava oito horas por dia e pagava empréstimo estudantil enquanto os colegas de banda moravam com os pais

A diferença de circunstância virou diferença de temperamento, e ele acha que isso às vezes irritava as pessoas nas bandas.

Nos primeiros anos em Seattle, nas bandas que teve antes do Pearl Jam, Jeff Ament costumava estar ao lado de gente que estudava, que talvez trabalhasse meio período e que ainda morava na casa dos pais. A conta dele era outra. Trabalhava oito horas todo dia, tinha feito dois anos de faculdade na Universidade de Montana, estava pagando dois anos de empréstimo estudantil e vivia inteiramente por conta própria.

"Eu estava sob pressão. Tinha muita pressão em cima de mim pra fazer aqueles quinhentos dólares por mês." Por trás havia uma ameaça concreta: se não desse certo, teria que voltar para Montana. "Que era a última coisa que eu ia fazer."

Essa urgência criava atrito. "Acho que essa minha vontade às vezes irritava as pessoas nas bandas." Enquanto os outros queriam se divertir, tomar cerveja e ficar por ali, ele estava com o relógio na cabeça: "eu tenho duas horas e depois preciso ir, porque acordo às cinco pra estar no trabalho às seis."

Havia ainda a diferença de um garoto de Montana vivendo na cidade grande. "Eu não tinha um grande senso de humor. Eu não entendia sarcasmo e ironia." E ele foi parar convivendo com Stone Gossard e Mark Arm, que chama de dois reis do sarcasmo. "Sarcasmo intelectual, muito engraçado e muito profundo. Levei muito tempo pra entender aqueles caras."

Hoje os dois estão entre os melhores amigos dele, e Jeff olha para aquele período com generosidade: "ser jogado aos lobos nesse sentido foi uma coisa ótima pra mim."

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