Saindo do turno da madrugada, Eddie Vedder jogava basquete sozinho às oito da manhã, sem que ninguém soubesse

· Fonte: Cápsula

Saindo do turno da madrugada, Eddie Vedder jogava basquete sozinho às oito da manhã, sem que ninguém soubesse

Ele trabalhava à noite numa petrolífera e, na saída, ia para uma quadra vazia perto de San Diego. Menos de dois anos depois, jogou ouvindo as mesmas músicas, quando o Pearl Jam abria para o Red Hot Chili Peppers.

A rotina era turno da madrugada numa petrolífera, saída às oito da manhã e, a caminho de casa, uma quadrinha num parque pequeno perto da universidade, em San Diego. Eddie tinha a quadra só para ele, e tinha o walkman.

Segurava o aparelho com a mão esquerda e jogava com a direita, porque não dava para largar a música. É por isso, explica rindo, que Jeff sabe que ele não tem mão esquerda nenhuma. As fitas que mais rodavam ali eram do Bad Brains e o Mother's Milk, do Red Hot Chili Peppers. "Ninguém sabia", diz. Era só dele.

Menos de dois anos depois, o Pearl Jam estava abrindo para o Chili Peppers em Milwaukee, numa casa que era mais um teatro, mas tinha uma cesta de basquete na parte de trás do salão. Depois da passagem de som, Eddie e Jeff pegaram uma bola e foram jogar, enquanto no palco o Chili Peppers passava o som tocando exatamente as músicas daquela fita.

"E eu podia usar a mão esquerda."

Eddie não disfarça o tamanho do momento. "A vida estava tão boa. Foi um daqueles instantes em que você pensa: acho que a gente conseguiu."

Na época em que jogava sozinho, ele chegou a estar por pouquíssimo tempo num grupo com Brad Wilk, que depois viraria o baterista do Rage Against the Machine. Os dois jogavam bola juntos e conversavam sobre qual seria o dia perfeito, e a resposta era sempre a mesma: tocar música, jogar basquete e, talvez, surfar.

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