
Em abril de 2024, na rádio KLOS, Matt Pinfield perguntou quais discos ele amava quando garoto.
Em abril de 2024, dias antes do lançamento de Dark Matter, Stone Gossard conversou com Matt Pinfield na rádio KLOS. Quando Pinfield perguntou quais discos ele amava quando era garoto, a resposta começou reta. "O heavy metal mudou a minha vida", disse Stone.
Só que o metal exigia uma coisa que ele não tinha. "Eu era péssimo", admitiu. "E o heavy metal era um pouco sobre ser meio mago, sabe? Se você não conseguia competir, você precisava ser dotado."
Foi o punk rock que resolveu isso, e Stone descreve a coisa com generosidade, com ele mesmo e com o gênero. "O punk rock me permitiu ser dotado de um jeito diferente", disse. "Que era: você consegue acertar duas notas? Já dá. E aí talvez outra pessoa possa fazer alguma coisa também." Ele compara essa lógica à dos Talking Heads, com cada um cuidando de um pedaço pequeno e o conjunto fazendo o trabalho.
Para um garoto que amava metal e não dava conta de tocar metal, o punk entrou como solução técnica. Os discos que ele citou mostram essa mistura. Do lado pesado, Mercyful Fate, com o disco Melissa, e os dois ou três primeiros do Iron Maiden, que segundo ele o deixaram pirado. Indo para trás, Alice Cooper, T. Rex e David Bowie, porque ele amava o glam dos anos 1970. Do outro lado, o punk de Nova York e os Sex Pistols.
Sobre os Sex Pistols, Stone falou com ouvido de músico. Perguntou a Pinfield o quanto aquele disco ainda soa bem hoje e respondeu sozinho: soa, e não tem nada ali, são só quatro pontos de vista enfiados juntos dentro da gravação.
Abrir no site