No Ohana, McCready liga Mad Season a Given to Fly e fala de luto em Farewell to Seasons

· Fonte: PJ Online IT

No Ohana, McCready liga Mad Season a Given to Fly e fala de luto em Farewell to Seasons

Na conversa do Ohana Storytellers, Mike contou que o Mad Season deu a confiança de compositor que gerou Given to Fly e Inside Job.

O episódio do podcast State of Love & Trust com Mike McCready e Mark Sable no palco Ohana Storytellers saiu nesta terça, 6 de outubro, e o pessoal do PJ Online, da Itália, destrinchou o que rolou na conversa. Tem bem mais coisa do que a descrição do episódio dava a entender.

O bate-papo aconteceu no fim de semana do Ohana Festival, no fim de setembro, o mesmo em que o Pearl Jam subiu ao palco com Abe Laboriel Jr. na bateria. Jason Kerepesi e Paul Ghiglieri, os apresentadores do podcast, conduziram a conversa, e o centro de tudo foi Farewell to Seasons, o romance gráfico que nasceu de uma ideia de Mike e se passa na cena musical de Seattle dos anos 80 e 90.

Mike contou que quis fugir dos clichês de sempre sobre o grunge. Em vez disso, criou um universo próprio, onde história real e realismo mágico se misturam. Seattle vira uma das personagens principais, e as figuras inventadas, junto com situações inspiradas na experiência dele, deixam Mike contar um período marcado por amizade, música, tragédia e perda.

O livro também virou um jeito de encarar algumas das experiências mais dolorosas da vida dele. Uma das perguntas que acompanharam a escrita, nas palavras de Mike: "Como você caminha junto com a sua escuridão e como consegue atravessá-la? E dá pra sair dela e florescer?". Pra ele, Farewell to Seasons é em parte um diário dessa escuridão e da luz que encontrou depois, além de uma carta de amor a Seattle.

O Pearl Jam, claro, entrou na conversa. Mike lembrou que, nos primeiros anos da banda, se sentia menos seguro como compositor do que Stone Gossard, Jeff Ament e Eddie Vedder, e que o Mad Season foi o que deu a ele essa confiança. Dali vieram músicas como Given to Fly e, mais tarde, Inside Job. Ele também explicou que o romance gráfico deixou contar histórias e relações que uma música sozinha não daria conta de carregar.

Sobrou espaço pros começos com o Shadow, a banda da adolescência, pra Seattle daquela época, as lojas de discos e o perrengue que músico novo passava pra conseguir tocar. Foi esse caminho que formou o guitarrista que depois entraria no Pearl Jam.

Mark Sable contou como foi emocionante transformar o material de Mike numa história em quadrinhos. Alguns personagens são inspirados em pessoas que existiram de verdade, mas não são cópias de músicos reais. Sable também disse que se emocionou vendo o Pearl Jam no Ohana: no palco, Mike era o "final feliz na vida real" pros sonhos e esperanças do jovem músico que o livro conta.

Um dos temas centrais foi deixar ir. Mike falou de dor, perda, conexão entre as pessoas e da importância de não ficar preso ao ressentimento. E, quando o assunto foi a relação do Pearl Jam com o público, reconheceu que a banda sabe o quanto a música dela ajudou muita gente a não se sentir sozinha.

O vídeo completo do Storytellers está no YouTube, com a conversa inteira, do nascimento de Farewell to Seasons à história de Seattle, passando por Pearl Jam, Mad Season, memória e perda.

via PJ Online IT

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