
A crítica alemã aponta o 12º álbum do Pearl Jam como o trabalho com as melodias mais marcantes desde Yield, produzido por Andrew Watt em três semanas.
A resenha do Musikexpress sobre o Dark Matter começa com um fato: o álbum foi escrito e gravado em apenas três semanas. E quem empurrou esse ritmo foi o produtor Andrew Watt, que além de carregar créditos com Ozzy Osbourne, Iggy Pop e Rolling Stones, é ele mesmo um guitarrista excepcional. Isso importa porque Watt entendeu onde Mike McCready se encaixa, e deu a ele espaço de solo como o guitarrista não tinha em disco desde muito tempo.
Mas o coração da resenha está nessa frase: as músicas são boas, todas elas. Composto coletivamente com Watt e o músico de turnê Josh Klinghoffer, o que não acontecia em banda completa desde Vs., o Dark Matter tem as melodias mais marcantes do PJ desde Yield. Não é afirmação pequena.
O que a crítica celebra é que o Pearl Jam parou de se desculpar pelo que é. A banda que nasceu mais próxima do rock clássico do que do punk, dentro do contexto de Seattle, finalmente assumiu isso sem constrangimento. O resultado são músicas que remetem ao som Petty/Lynne em "Wreckage", ao rock pop dos Kinks dos anos 60 em "Something Special", e a um gestual cinematográfico estilo U2 em certos momentos, tudo isso entregue com a emotividade de braços abertos que é marca registrada do PJ.
Há quem ouça o Dark Matter e estranje a falta de aspereza. A resenha defende que esse é justamente o ponto: um disco que celebra o que a banda sempre foi, sem filtros de geração ou de expectativa crítica.
via Musikexpress (DE, PJ)
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