
De trilha sonora de filme cult a cover numa série de TV, Eddie Vedder mostrou que sua voz sobrevive muito bem fora da âncora do Pearl Jam.
Eddie Vedder emergiu do grunge como algo mais do que a voz de uma banda. Virou um avatar de época, mas sempre soou diferente dos imitadores: onde outros pegaram só a raiva e a melancolia, ele trouxe The Clash, Fugazi, The Who, Neil Young. O Pearl Jam sempre soou mais próximo de Young do que de Mudhoney.
Quando saiu sozinho, Vedder provou que a voz aguenta projetos sem a âncora da banda. Três músicas fora do PJ que ficaram:
**"Long Way"** (do álbum *Earthling*, 2022): Vedder montou uma banda de respeito para o terceiro solo, com Chad Smith e Josh Klinghoffer (ambos ex-Red Hot Chili Peppers) e o produtor Andrew Watt. O resultado soa nada como o Pearl Jam, mais próximo do Tom Petty and the Heartbreakers. "Long Way" exibe o dom de Vedder para melodia e lembra, como Springsteen já ensinou, que álbum solo bom precisa de grupo poderoso por trás.
**"Hard Sun"** (da trilha de *Into the Wild*, 2007): Sean Penn convidou Vedder para escrever a trilha do filme baseado na história real de Christopher McCandless, e o disco acabou se tornando o debut solo de Eddie. "Hard Sun", cover de Gordon Peterson (conhecido como Indio), tem o impulso crescente de "Given to Fly": antêmico, coletivo. A voz ressoa como a de um jovem no meio do Alasca, pequeno diante da natureza, mas de pé.
**"Save It For Later"** (da série *The Bear*, Temporada 3): Vedder nasceu em Evanston, Illinois, subúrbio de Chicago, e a série usa muito artistas e músicas ligadas à cidade. O cover da música do The English Beat ganhou uma versão folk/acústica que abre espaço para o peso cotidiano da letra: "Mais cedo ou mais tarde, suas pernas cedem, você vai ao chão." Muitas das melhores músicas de Vedder falam de sobrevivência. Faz sentido que apareçam na cozinha caótica de Carmy Berzatto.
via American Songwriter
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