
A comunidade mundial de fãs misturou emoção geracional e saudade da tribo pré-algoritmo num dia de humor nostálgico.
A segunda quinzena de agosto chegou com a comunidade mundial de fãs com os olhos no Ohana Festival. Threads circularam durante o dia com fãs que têm ingressos sobrando pra domingo e outros pedindo informação sobre datas de possível turnê. A proximidade do festival reavivou a especulação sobre o que a banda vai fazer nos próximos meses.
Mas o post que mais gerou calor não foi sobre show nem setlist. Um fã australiano abriu um thread de memória sobre os tempos do alt.music.pearl-jam, o grupo de Usenet que agrupava fãs do PJ antes de existir qualquer rede social, no final dos anos 90. O post virou um ponto de encontro improvisado: ele citou apelidos frequentes da época, falou de trocas de bootleg por cassete, de uma camiseta que alguém organizou via newsgroup, e perguntou se alguém lembraria o nome de um site de fã com reviews de todos os shows, setlists com soundchecks incluídos. Que memórias.
O registro traz um ângulo que a nova geração de fãs raramente vê: a comunidade PJ existia e era intensa muito antes dos fóruns modernos. Havia uma infraestrutura paralela de informação, feita de troca direta entre fãs ao redor do mundo.
No espírito de passagem de tocha, outro post chamou atenção. Um fã presenteou o filho de dez anos com um toca-CDs no aniversário de dez anos do menino, e colocou entre os primeiros discos a própria coleção de Pearl Jam. O detalhe que ele registrou foi simples e certeiro: ele tinha dez anos quando Ten saiu. Fez questão de repetir o ciclo.
André, só mais um fã idiota de Pearl Jam.
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