
No fim da visita ao galpão, o entrevistador foi de um em um. As respostas revelam cinco pessoas com gostos bem distintos, e uma delas descobriu ali uma notícia.
Antes das respostas, um número que explica por que a pergunta faz sentido. Na última perna de turnê, foram seis shows. Nesses seis shows, tocaram cerca de cento e duas músicas diferentes. É deliberado: eles se esforçam para agradar quem vai a mais de uma noite.
Eddie escolheu Can't Keep, que não tocam há um tempo, e disse que tinha soado bem naquela manhã, tocando por cima do disco.
Mike foi na direção mais improvável de todas: uma cover, e só se fosse na Austrália. Existe uma banda de lá chamada The Angels, e ele sonha em tocar No Secrets com o Pearl Jam.
Jeff aproveitou uma notícia que tinha acabado de receber na própria entrevista. Ele descobriu ali, ao vivo, que quem tocaria entre as duas noites deles no festival Ohana seria Neil Young com o Crazy Horse. A resposta virou na hora: Down by the River, com a banda toda. E, se possível, a versão de trinta minutos de Cortez. "Três acordes lindos."
Matt lembrou que Eddie sempre esteve aberto a sugestão, que setlist ali não é coisa fechada. Pediu Leatherman, que tocaram por umas duas turnês, e Setting Forth, a primeira faixa do Into the Wild, porque é ótimo ouvir bateria de verdade naquela música.
E Eddie guardou a mais difícil para o final. Existe uma música que eles nunca tocaram e que exigiria praticamente um semestre de estudo. É do Wellwater Conspiracy, projeto de Matt Cameron com John McBain, que entregaram a ele um instrumental para cantar por cima. "Foi uma das músicas mais difíceis que eu já tive que fazer. Era tipo um cubo mágico." Chama-se Felicity's Surprise, e está entre as coisas de que ele mais gosta.
A piada ficou por conta do prazo: se começarem a ensaiar agora, talvez cheguem lá a tempo da Nova Zelândia.
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