
Eram três filhos, com sete anos, um ano e meio e seis semanas.
O apresentador BJ Shea começou agradecendo a Stone Gossard por ter encarado um horário impiedoso para ir à rádio KISW, em Seattle. Stone dispensou o agradecimento na hora: já estava de pé desde as seis e pouco, por um motivo que não tinha nada a ver com trabalho.
Naquele abril de 2015, ele tinha três filhos em casa, um de sete anos, um de um ano e meio e um bebê de seis semanas. No estúdio, a reação foi de solidariedade, com a frase de quem já passou por aquilo: vocês estão na trincheira.
Com seis semanas, Stone reconhece, é outra coisa. "É um pouco diferente", disse. "Você ainda não se conecta muito com eles."
Com a de um ano e meio, ele muda de tom. "Eu e a minha de um ano e meio somos bem próximos agora, nesse ponto", contou. O apresentador reconheceu a fase, em que de repente aparece uma personalidade se formando e dá para começar a conversar sobre as coisas, e Stone confirmou com um detalhe: "Ela diz Baba. Sou eu."
Anos depois, numa entrevista de 2024, seria a filha já crescida quem testaria músicas pop no pai, dentro do carro, a caminho da escola.
A paternidade também é a resposta dele quando perguntam o que o mantém criativo fora do próprio trabalho: os filhos e o fato de estar sendo doméstico com a família. O que ele recebe ali é um retorno amoroso num espaço pequeno e contido, e isso, segundo Stone, é tão bom quanto tocar na frente de multidões enormes, ou qualquer coisa parecida.
Abrir no site