
Em 1998, Jeff contou o que o baterista novo tinha feito com as músicas antigas.
Em 1998, para o lançamento do Yield, o jornalista Dave Marsh passou um dia inteiro em Seattle entrevistando os cinco integrantes do Pearl Jam para um especial de rádio. Na bateria estava Jack Irons, que tinha entrado na banda em 1995.
Jeff Ament estava animado com o baterista. "Ele nunca tem falta de batidas. Nas músicas novas, eu sinto que estou abordando de um jeito completamente diferente. Isso me deixa animado para tocar baixo de novo." O que mais o impressionou, porém, foi o efeito sobre o repertório antigo. "Nas músicas velhas, sinto que ele deu muito mais espaço."
O exemplo é Even Flow. "Uma música como Even Flow, com a qual a gente sempre penou. Eu sabia que era uma grande música desde o começo. E eu sentia que, no primeiro disco, era a melhor música do disco e a gente pegou a pior tomada."
A lembrança da gravação do Ten ainda incomodava. "A gente espancou aquela música. Foram cem tomadas, e a gente nunca acertou." Com Jack, mudou: "Aí, de repente, o Jack começa a tocar, e é tipo: uau, é assim que era para ser tocada." A música que eles mais penaram para gravar virou, com os anos, uma das poucas que estão em quase todo setlist do Pearl Jam.
Stone Gossard explica o que Jack fazia de diferente. "A tendência do Jack é sempre começar pela abordagem mais simples, sobre o que precisa acontecer para a música funcionar. A partir daí, ele acrescenta e tira conforme o que a música pede."
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