Matt Cameron chegou a Seattle em 1983 sem plano nenhum: dormia no sofá da casa dos pais de um amigo e trabalhou numa loja de fotocópias para bancar os shows

· Fonte: Cápsula

Matt Cameron chegou a Seattle em 1983 sem plano nenhum: dormia no sofá da casa dos pais de um amigo e trabalhou numa loja de fotocópias para bancar os shows

Ele largou a faculdade comunitária, onde admite que não era um aluno sério.

Antes do Soundgarden e do Pearl Jam, Matt Cameron estava em San Diego, matriculado numa faculdade comunitária, e não se vende como bom aluno. "Eu não era um aluno sério, de jeito nenhum", contou. "Mas eu estava muito a fim de tocar a minha bateria."

Um amigo tinha se mudado para Seattle, montado uma banda por lá e manteve contato. O convite veio simples: sobe para cá e entra na banda. Como Matt não estava fazendo grande coisa, foi. Isso era 1983, e a comparação que ele usa para a mudança é forte: "Foi praticamente um lançamento de foguete para mim quando eu me mudei para lá."

A parte material era bem mais modesta. Ele chegou sem plano nenhum, além de morar com os pais do amigo e dormir no sofá deles. Quando o entrevistador lembrou do emprego que ele arrumou para se sustentar, confirmou: "Ah, sim, eu trabalhei no Kinko's". E completou: "Um monte de trabalhos diurnos para sustentar o nosso amor por fazer shows."

Matt não chegou cru, porém. Em San Diego ele tinha estudado com um grande professor, John Santos, que o apresentou a bastante música clássica de vanguarda do século XX. "Eu sentia que tinha um conjunto de ferramentas bem extenso quando me mudei para lá", disse.

O rock continuava sendo o principal, e o resto se acertou rápido. Segundo ele, encontrou o pessoal dele quase imediatamente depois de chegar: conheceu Kim Thayil, Chris Cornell e Hiro Yamamoto, além dos caras do Skin Yard.

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