
Ele também explicou por que o Mother Love Bone viveu sob pressão, e o Pearl Jam não.
Na manhã de 7 de dezembro de 1991, Eddie Vedder e Stone Gossard passaram pelo estúdio da rádio KLOL, em Houston, para uma entrevista ao programa Exposure. À noite, abririam o show do Red Hot Chili Peppers na cidade.
O apresentador lembrou que o Pearl Jam era uma banda nova, mas que Stone e Jeff Ament tocavam juntos havia sete anos, passando pelo Green River e pelo Mother Love Bone. O que Stone sabia agora que não sabia no começo?
A primeira resposta foi comunicação. "Se forçar a conversar com alguém sobre os problemas que sempre aparecem quando você trabalha numa banda, onde quatro ou cinco pessoas precisam trabalhar juntas para qualquer coisa acontecer." A segunda foi foco no dia. "Você precisa ir ao estúdio buscar a fita demo? Mandar a fita? Ensaiar? Sentar e tocar guitarra por três horas sem pensar no futuro?"
Para ele, o resto vem daí. "Se você for bom, coisas boas vão acontecer." O perigo está no oposto. "Querer ser astro de rock mais do que tudo no mundo. É aí que as suas prioridades ficam erradas."
Perguntado se havia mais pressão no Mother Love Bone, ele não hesitou. "Muito mais. A gente era uma banda mais nova, e acho que a banda nunca ficou totalmente à vontade consigo mesma. Nunca chegou ao ponto de conseguir entrar no groove junto."
No Pearl Jam foi o contrário. "Foi incrível a facilidade com que eu tenho escrito, o quanto me senti à vontade trazendo músicas para a banda." Ninguém contava quantas músicas cada um emplacava. Stone ainda fechou com uma piada sobre experimentar. "É por isso que eu vou tocar bateria no próximo disco."
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