
Ele cresceu numa cidade pequena com o mesmo grupo de dez ou quinze amigos, jogando o esporte de cada estação, e dali tirou a ideia de que o grupo é mais forte que qualquer um sozinho.
Jeff Ament teve os mesmos amigos do nascimento até os dezoito anos, uma turma de dez, quinze moleques que jogavam o que a estação pedisse: beisebol de rua, hóquei, futebol americano. Depois vieram os times da escola, a liga infantil e a liga juvenil, sempre com os mesmos.
Daquilo ele tirou uma conclusão que carregou para o resto da vida. De vez em quando, disse, você acessa uma coisa junto com o seu grupo. "Eu soube muito cedo que o grupo era mais poderoso do que a pessoa sozinha jamais poderia ser." Mesmo quando não era você quem dava a jogada decisiva, você continuava fazendo parte da unidade.
Quando a vida dele virou música, foi isso que ele foi procurar: sentir de novo o que sentia quando era criança com a turma. "Eu queria sentir aquele poder exponencial. Não é cinco vezes maior, é cem vezes, porque os cinco estão fazendo aquilo juntos."
Os primeiros sinais apareceram nos dias tocando no porão, com Eddie recém-chegado de San Diego. "Você percebe: opa, tem uma coisa exponencial acontecendo aqui."
Para o momento em que funciona, Jeff usa a imagem de um tornado: quando os ventos vão todos na mesma direção, a força que sai daquilo é a maior coisa que existe. A plateia amplifica essa força, que vem da banda inteira apontando para o mesmo lugar.
Mais de trinta anos depois, é isso que continua movendo a banda. "Quando ele liga e diz vamos se juntar, você pensa: tá bom, vamos, pode ser que a gente acerte alguma coisa." Jeff chama isso de vício: quem prova essa energia uma vez quer de novo.
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