
O entrevistador achou difícil de acreditar, e um ex-colega de banda de Matt já tinha contado a mesma coisa. Matt fala em respeito mútuo.
Chris Cornell também era baterista, e é raro alguém com essa formação não opinar sobre a batida. Por isso veio a pergunta. "Ele nunca disse nada", respondeu Matt. Kim, guitarrista da banda, já tinha contado a mesma coisa ao entrevistador, achando aquilo de deixar a cabeça explodindo.
Matt explica de um jeito curto e generoso com os dois lados. "Acho que era em parte respeito mútuo. Nós dois amávamos muito o que cada um trazia pra mesa." Ele acha que Chris simplesmente gostava do que ele fazia e confiava nos instintos dele como colega de banda, músico e compositor.
A confiança valia nos dois sentidos. Algumas demos que Chris levava já vinham com ele mesmo tocando bateria, ou com programação de bateria, e nesses casos Matt seguia à risca. "Eu tocava exatamente aquilo, porque as partes eram excelentes." Ele cita uma música escrita por Chris do começo ao fim, com tudo definido na demo, inclusive a bateria. Matt adorou de primeira e tocou o que estava ali.
O princípio é o mesmo que ele aplica em tudo: "Pra mim é só garantir que a parte sirva a música, do melhor jeito possível."
As demos chegavam sem cerimônia nenhuma. Chris não sentava a banda para uma escuta solene: entregava a fita e dizia para levar para casa e ouvir, enquanto o grupo estava ocupado ensaiando dez outras coisas.
Ao dar play, Matt sentia sempre a mesma coisa. "A música manda demais. Isso vai soar incrível na nossa banda." Ele descreve como euforia: eu vou poder tocar uma música tão boa quanto essa.
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