SÓ MAIS UM FÃ DE PEARL JAM

Matt Cameron sobre a saída do PJ: queria 70 minutos, não três horas

· Fonte: NME

Matt Cameron sobre a saída do PJ: queria 70 minutos, não três horas

Em entrevista à Billboard, Matt Cameron detalha os bastidores da saída do Pearl Jam e revela que o novo álbum do Soundgarden com vocais póstumos de Chris Cornell já passou da metade.

Matt Cameron falou pela primeira vez com profundidade sobre sua decisão de deixar o Pearl Jam após 27 anos. Em entrevista à Billboard, o baterista foi direto: o problema era o formato das apresentações.

"Estava tendo alguns problemas com os shows de três horas do Pearl Jam e a turnê constante", disse ele. "Isso é definitivamente uma arte em si, conseguir fazer esse tipo de show. Mas estou num ponto agora em que quero um set de 70 minutos que derreta o rosto das pessoas, e é nisso que estou me concentrando agora."

Cameron, 62 anos, garantiu que a saída foi amigável. "Avisei com bastante antecedência. Falei um pouco com Jeff [Ament] e Stone [Gossard]. Ficou bem. Quem sabe a gente se encontra em algum momento pra tomar uma cerveja."

Antes do anúncio de despedida, havia circulado especulação de que ele tivesse se aposentado da música de vez. O próprio Cameron tratou de desmentir: "Obrigado pelas palavras de apoio e, pra constar, ainda sou um músico ativo."

Além da saída do PJ, Cameron deu um update sobre o álbum final do Soundgarden, que vai conter vocais póstumos de Chris Cornell. O baixista Ben Shepherd já havia falado sobre o projeto no começo do ano.

"Ainda não há data de lançamento definida", disse Cameron. "Houve correntes de pensamento diferentes, tipo: vamos lançar um single. Mas acho que no fim a gente decidiu querer terminar tudo antes de começar a soltar singles. Estou animado pra as pessoas ouvirem."

Ele acrescentou que o álbum está "definitivamente mais da metade concluído" e que Kim Thayil, o guitarrista do Soundgarden, ainda está finalizando suas partes de guitarra. "Ele quer ter certeza de que ficam exatamente do jeito que ele quer."

Trabalhar com o material deixado por Cornell é, nas palavras de Cameron, uma montanha-russa emocional: "Emocionalmente tem sido extremos de alegria e tristeza."

via NME

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