SÓ MAIS UM FÃ DE PEARL JAM

Future Days: como Eddie Vedder processou a morte de um amigo na música mais honesta do PJ

· Fonte: American Songwriter (PJ)

Future Days: como Eddie Vedder processou a morte de um amigo na música mais honesta do PJ

Escrita em homenagem ao amigo Dennis Flemion, a música que fecha o Lightning Bolt ganhou nova vida num videogame e numa série da HBO.

Há canções que funcionam como documento. "Future Days", que encerra o *Lightning Bolt* (2013), é uma delas: Eddie Vedder a escreveu depois do afogamento acidental de seu amigo Dennis Flemion, do The Frogs. É uma ode às perdas, e abre com uma das confissões mais diretas da discografia do Pearl Jam:

*Se um dia eu te perdesse / com certeza eu me perderia / Tudo o que encontrei, meu bem / não encontrei sozinho.*

O segundo verso guarda um detalhe que só os mais próximos sabiam. Vedder menciona "corações tortos" ("crooked hearts"), e quem explica o que significa é Jimmy Flemion, irmão e cofundador do The Frogs: Dennis uma vez desenhou três corações tortos no caderno de Vedder, durante um backstage após um show do Pearl Jam em 1995. Esse gesto virou letra.

*Todos os corações tortos que faltam / Podem morrer, mas em nós vivem.*

A performance vocal de Vedder em "Future Days" é, para muitos fãs, o ponto mais despido de toda a carreira. Não tem o peso do grunge, não tem a grandiosidade de "Black" ou "Alive". É só a voz num espaço aberto, com uma dor que não precisa de amplificador.

A canção encontrou uma audiência completamente nova pelo caminho mais improvável: o videogame *The Last of Us II*, onde o personagem Joel a toca para Ellie. A conexão foi tão forte que Craig Mazin, co-criador da série da HBO baseada no jogo, batizou o primeiro episódio da segunda temporada com o nome da música. O Pearl Jam lançou ainda uma coleção de quatro músicas presentes na série, incluindo uma versão ao vivo de "Future Days".

Para provar o alcance, Vedder a tocou na cerimônia do Game Awards 2020, num palco que normalmente pertence a outro universo completamente diferente do rock de Seattle. Há ironia bonita nisso: o streaming e os jogos que supostamente destruíram o mercado musical deram nova vida a uma banda de 30 anos.

via American Songwriter

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