
Os números de 1991 voltam à tona e colocam Ten no panteão dos discos que definiram uma geração inteira.
Trinta e cinco anos se passaram, mas os números de 1991 ainda causam vertigem. O ano foi uma convergência única na história do rock e do pop, e uma discussão recente entre fãs colocou tudo isso em perspectiva numérica.
O Metallica lançou o Black Album e bateu 33 milhões de cópias em vendas mundiais, até hoje o pico da carreira. O Nirvana jogou o Nevermind no mundo, 31 milhões. O Michael Jackson tinha Dangerous, 32 milhões. O U2 saiu com Achtung Baby, 19 milhões. O Guns N' Roses lançou o Use Your Illusion I e II juntos, somando 35 milhões.
No meio desse campo de monstros sagrados, um grupo de caras de Seattle chamado Pearl Jam lançou o debut. Ten vendeu 16 milhões de cópias em todo o mundo, o maior número da carreira do PJ até hoje.
Dezesseis milhões pode parecer o menor da lista, mas o contexto muda tudo: era o primeiro disco da banda, sem nome estabelecido, sem giro de rádio garantido, sem catchphrases de marketing. Black, Alive, Even Flow e Jeremy conquistaram ouvintes porque tocavam em algo real, aquela combinação de intensidade e melodia que Eddie Vedder, Stone Gossard e Mike McCready ainda não tinham nome pra descrever.
O detalhe que a conversa deixou implícita: ao contrário de boa parte dessa lista, o Pearl Jam nunca tentou replicar Ten. Cada álbum seguinte foi em outra direção. O que faz de 1991 e de Ten uma raridade ainda maior: foi um disco que abriu uma porta enorme sem nunca precisar ficar parado nela.
via fórum de fãs
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