
Jack Irons lança Iridescence ao lado do baixista holandês Remco Hendriks, 10 faixas gravadas em presa direta, sem MIDI, sem edição digital.
Jack Irons, figura central na história do Pearl Jam e baterista original dos Red Hot Chili Peppers, está de volta. Em 2026, ao lado do baixista holandês Remco Hendriks, ele lança Iridescence, um álbum de 10 faixas que coloca o groove no centro e o expande por dimensões atmosféricas e quase cinematográficas.
O nome de Jack Irons dispensa apresentações pra quem acompanha a cena de Seattle. Foi ele quem recomendou Eddie Vedder a Stone Gossard e Jeff Ament quando a dupla procurava um vocalista depois do fim do Mother Love Bone. Sem esse movimento de bastidor, a história do Pearl Jam seria completamente outra. Irons foi baterista da banda durante o ciclo de No Code (1996) e Yield (1998), trazendo um vocabulário percussivo mais espaçoso, cheio de dinâmicas e pausas intencionais, que moldou o som da banda naquele período. Saiu em 1998 por questões de saúde mental, mas seu legado nunca foi apagado.
Ao lado de Jack está Remco Hendriks, um dos músicos mais interessantes da cena do baixo fretless contemporâneo. Holandês, conhecido pelo Remco's Groove Lab, ele constrói composições em tempo real onde groove e harmonia se fundem de forma orgânica. Sua abordagem melódica no instrumento encaixa com precisão no toque narrativo de Irons, criando um diálogo contínuo entre ritmo e melodia durante todo o disco.
O elemento mais marcante de Iridescence é sua recusa ao digital. Todas as 10 faixas foram gravadas em presa direta, com bateria, baixo, pedalboards, sintetizadores e percussões executados ao vivo, sem MIDI e sem edição digital. O resultado é orgânico, vivo, com as imperfeições que tornam uma gravação profundamente humana.
As atmosferas alternam entre momentos quase suspensos, etéreos, e passagens mais rítmicas e pulsantes. Os synths arejados de Irons se entrelaçam ao fretless bass de Hendriks, enquanto a bateria mantém aquele toque de narrar em vez de simplesmente marcar o tempo. Os créditos revelam o cuidado com cada detalhe: faixas 1-4 e 6-9 mixadas por Jack Irons e Zach Irons; faixas 5 e 10 mixadas por Irons e Hendriks; a faixa 10 ainda conta com a participação de Alain Johannes no mix de bateria e synth, colaborador histórico de Chris Cornell e da cena de Seattle.
O mastering ficou com Dave Gardner no DSG Mastering. A capa é uma pintura a óleo sobre madeira do artista Joop Smits, em linha com o clima introspectivo do disco. Iridescence sai pelo Breaching Whale Records e está disponível agora em todas as plataformas de streaming.
via PJ Online IT
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