Roger Daltrey elogia Eddie Vedder antes de dividir o Best of Blues and Rock

· Fonte: Rolling Stone Brasil

Roger Daltrey elogia Eddie Vedder antes de dividir o Best of Blues and Rock

À Rolling Stone Brasil, o vocalista do The Who chamou Eddie de amigo incrível e disse que a voz dele cresce na carreira solo.

Roger Daltrey vem ao Brasil em novembro como atração solo do Best of Blues and Rock, festival marcado para os dias 20, 21 e 22 de novembro no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Ele toca no segundo dos três dias. O outro nome grande do evento é Eddie Vedder, e foi justamente sobre ele que o vocalista do The Who, aos 82 anos, mais abriu o coração na entrevista que deu à Rolling Stone Brasil.

A pergunta tocava num ponto que todo fã do Pearl Jam conhece: Eddie é, provavelmente, o maior fã do The Who no mundo, a ponto de já ter dito que a banda mudou a vida dele. Daltrey respondeu primeiro sobre o Pearl Jam: "Gosto muito do Pearl Jam. Acho que eles surgiram na hora certa, quando a música estava em uma fase meio desleixada. Era o final dos anos 1980. Bandas como Pearl Jam e Nirvana deram uma sacudida no cenário em uma época em que ele precisava muito dessa sacudida".

Depois falou do amigo. "Eddie Vedder se tornou um amigo incrível ao longo dos anos. Ele sempre esteve presente. Já pedi a ele para fazer várias coisas para mim", contou, lembrando que Eddie tocou na festa de 50 anos dele, no Carnegie Hall, em 1994. Quem acompanha a história sabe que a ligação vem de longe e passa por muita aparição conjunta, de palcos beneficentes a covers do The Who nos shows do PJ.

A parte mais curiosa veio no fim da resposta, uma comparação entre o Eddie da banda e o Eddie solo: "Ele é fantástico como artista solo. Foi aí que eu me dei conta da riqueza da voz dele. Porque no Pearl Jam, a plenitude da voz dele acaba ficando um pouco abafada. Já como artista solo, ela realmente se destaca. Dá para entender". Vindo de quem cantou na frente de Pete Townshend e Keith Moon por décadas, não é pouca coisa.

No resto da conversa, Daltrey lembrou a única vinda do The Who ao Brasil, em 2017, quando a banda dividiu a turnê com o Guns N' Roses. "O público foi simplesmente fabuloso. O calor da plateia brasileira é incrível para o rock", disse, contando que o clima de disputa com o Guns fez o grupo caprichar ainda mais. Sobre a carreira solo, que admite nunca ter levado tão a sério quanto poderia, garantiu que a voz está melhor do que nunca e que, na idade dele, já deveria estar aposentado.

A entrevista foi feita por Igor Miranda e Pedro Hollanda. Pra quem vai ao Ibirapuera, fica a expectativa de sempre quando os dois estão no mesmo lineup: um encontro no palco não foi anunciado, mas o histórico dá motivo pra torcer.

via Rolling Stone Brasil

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